Anatel estuda se redes neutras devem ser regulamentadas no PGMC

O surgimento de redes neutras no Brasil pode se comportar de forma diferente de mercados mais maduros, onde esse movimento é bem reforçado. Aliás, aqui no Brasil, a existência de um grande número de operadoras regionais de banda larga fixa, pequenas empresas, que operam de forma localizada e com suas redes verticais, deve, na avaliação dos consultores e do regulador, – até mesmo, gerar diferenciadas dinâmica. do mercado.

Para Abraão Balbino, superintendente de concorrência da Anatel, ainda não é possível dizer se o segmento neutro de rede deve ser um mercado alvo para a regulamentação do Plano Geral de Metas de Competição (PGMC). “Ainda temos que avaliar o que vai acontecer, com os novos arranjos que virão, quando os fundos de infraestrutura e 5G entrarem. A cadeia de valor deve mudar, com agentes que atuarão mais em infraestrutura e serviços mais inovadores e móveis, graças ao 5G ”, afirmou. Para ele, porém, se há necessidade de uma ação regulatória, ela deve ser no sentido de sua simplificação, para permitir que a empresa se desenvolva. “Mas está claro que as redes neutras podem funcionar”, diz ele.

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Na avaliação do consultor Rodrigo Leite, os arranjos com redes neutras devem ocorrer no futuro, mas ele acredita que por alguns anos prevalecerão as redes verticais de ISP e as fusões, ofertas iniciais de ações dessas empresas vão continuar. “Acho que a janela vai demorar mais alguns anos, e os ISPs com boa infraestrutura não deveriam estar vendendo suas operações barato agora”, ele avisa.

Droander Martins, da consultoria IPV7, também destaca que atualmente existe muita euforia com as redes neutras entre os próprios provedores, que também consideram essa alternativa para sair de suas bases, mas observa que rede neutra não significa simplesmente virar na fibra apagada. “É preciso ter um modelo econômico sustentável, investir em hardware e software e enfrentar novas questões fiscais e fiscais”, alerta.

Neutralidade

Basílio Perez, de d’Abrint, está mais interessado na proposta de rede neutra para a organização de postes de eletricidade do que numa possível ameaça aos ISPs das redes neutras das grandes empresas de telecomunicações. “Não vejo problema se a rede neutra traz novos players, como se costuma dizer, como um Google ou um Magalu, porque o fornecedor local se destaca justamente para atender o cliente final. Mas o que me preocupa é se essa rede será realmente neutra ”, disse.

Ele lembra que no passado, por exemplo, quando surgiam os ISPs, quando iam comprar links dedicados às operadoras, as empresas recusavam a venda e lançavam o serviço na cidade. Essa competição continuou acontecendo, disse ele, quando novos players não verticais entraram no mercado (como China Telecom, Internex e Level Tree) e começaram a oferecer links. “Portanto, para uma concessionária de energia elétrica possuir uma rede de pólos e compartilhá-la, ela terá que ser efetivamente neutra”, disse, estendendo essa visão para o segmento de telecomunicações.

Segundo o executivo, já existem experiências em outros países em que a operadora neutra chega para instalar a rede de fibra ótica nas instalações do cliente e, posteriormente, abre essa rede para que qualquer prestador de serviço possa fazer as suas ofertas a este cliente. “Um provedor pode oferecer um serviço de Internet, outro serviço de televisão, outro traz algo novo”, disse ele para ilustrar a neutralidade que busca.

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