Conheça o sapo-abóbora, um sapo muito venenoso com um brilho curioso e secreto

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A nova espécie de Brachycephalus foi descoberta na Serra da Mantiqueira.

Nunes et al./PLOS One

Na densa vegetação da Mata Atlântica ao longo da costa leste do Brasil, os cientistas descobriram uma nova espécie de sapo minúsculo, apenas um pouco maior do que uma unha do polegar. A nova espécie, Brachycephalus rotenbergae, é um anfíbio pequeno, brilhante e altamente venenoso conhecido como “sapo abóbora”. Com base na imagem acima, você pode ver o porquê.

Descrito na revista PLOS One desta quarta-feira, B. rotenbergae foi descoberto ao sul da Serra da Mantiqueira, no estado de São Paulo, Brasil. A região abriga algumas dezenas de espécies de sapos-abóbora que compartilham várias características. O mais óbvio? Eles são coloridos como uma sopa de abóbora saudável e saborosa. Ou um refrigerante de laranja brilhante.

Eles são brilhantes, ok!

Para identificar as espécies em miniatura, a equipe de pesquisadores brasileira realizou uma série de análises, examinando o tamanho e a forma do sapo, estudando seus ossos, peneirando seus genes e ouvindo o canto do sapo.

Entre outubro de 2017 e setembro de 2019, a equipe de pesquisa esteve em duas áreas diferentes da Mata Atlântica. Um total de 76 levantamentos de campo foram realizados, principalmente durante o dia, para entender a atividade e a história da nova espécie.

Brachycephalus, observam os pesquisadores, torna difícil encontrar novas espécies porque os membros do gênero se parecem – tanto geneticamente quanto fisicamente. Felizmente, há uma pequena diferença com B. rotenbergae: é um pouco menor que seu primo B. ephippium e tem manchas escuras desbotadas características no crânio.

Alguns sapos-abóbora, incluindo B. rotenbergae, também têm uma característica curiosa e visualmente impressionante – os ossos próximos à superfície de sua pele carnuda brilham em luz fluorescente.

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Sapos-abóbora têm ossos que brilham em luz fluorescente.

Nunes et al./PLOS One

Embora o olho humano não possa vê-los à luz normal, os cientistas acreditam que alguns animais os usam como pistas visuais. Isso pode ser útil para outros sapos da floresta ou pode ser usado como um impedimento. Algumas espécies de pássaros ou aranhas que se alimentam de sapos podem detectar fluorescência como um sinal de “NÃO COMA”.

A fluorescência é bastante comum no reino animal, com Cientistas descobriram recentemente que muitos animais nativos australianos também emitem brilho sob a luz ultravioleta.. Mesmo os tardígrados – aqueles ursos de água invencíveis – usam fluorescência como escudo.

No novo documento de pesquisa, a equipe detalha a abundância de sapos encontrados durante as pesquisas. Com as mudanças climáticas levando à perda de biodiversidade em todo o mundo, esta é uma rara vitória para uma espécie até então desconhecida.

Brachycephalus rotenbergae deve seu nome a Elise Laura K. Rotenberg, fundadora da ONG brasileira Projeto Danis, que se dedica à pesquisa e conservação da Mata Atlântica onde o sapo foi descoberto.

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